quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Palavras em branco

Eu olho a página em branco
A página em branco me olha
e já não é mais em branco.

As ideias fluem
fluem sem sentido
fluem silenciosa
e dolorosamente.

Fluem sem regra
sem métrica
rebeldes, redias
um tanto auto didatas.

E sem mais nem menos
decidem ir embora
assim como vieram

Sem dar satisfações
sem propósito sólido
sem normas.

Dasaparecendo afinal
No final da página em branco
Já não em branco.

Rodrigo Santos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Íntimos e “estranhos”


O fato é que tenho medo dos meus lábios, em verdade, falo apenas aos mais íntimos (mas até esses estão partindo).
Aos que não são íntimos, dou-lhes meu silêncio, para que continuem estranhos e não partam.
Prefiro ter um estranho ao meu lado que ver um amigo dar as costas.
[Fragmento]
Rodrigo Santos.

A fuga de mim


Por um instante pensei, não preciso que me entenda, precisa apenas estar, permanecer, ao lado, perto, observando os jeitos e os gestos, e o cabelo agitado pelo vento.
Por um momento então, me esqueci do egoísmo, esqueci do meu eu e vivi em outro alguém. Por pelo menos esse instante fui alguém melhor, quando deixei de lado minhas egocêntricas manias de procurar alguém que me entenda e a outro procurei entender.
[Fragmento]
Rodrigo Santos.

Vida em prosa - apresentação

Olá, meu nome é Rodrigo e estou começando este novo blogue para divulgar textos curtos que escrevo durante as semanas. Senti a necessidade de os expor de forma experimental enquanto descubro novas formas de escrever. Espero conseguir dar continuidade a este, visto que os textos postados aqui não se enquadrarão dentro de um contexto específico e serão bem mais curtos, simples e corriqueiros do que os habituais.